Infância roubada

“Toda criança tem direito à vida, saúde, liberdade, educação, cultura e dignidade”. É o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O Estatuto tem sua legitimidade politica porque nasceu como decisão do povo brasileiro, pela qual põe a criança e adolescente  como prioridade absoluta para a nação. Entendidas como pessoas humanas em condição peculiar de desenvolvimento, as crianças tem afirmados seus direitos à vida, à saúde, à alimentação, à cultura, à educação, ao lazer, à profissionalização, à dignidade, ao respeito e à liberdade, além de coloca-la a salvo de toda forma de negligencia, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. E aponta as responsabilidades: a família, a sociedade e o estado.
 A violência contra a criança e o adolescente tem aumentado de forma assustadora e a cada dia ficamos chocados com as reportagens que são anunciadas pelos mais diversos meios de comunicação.  Atualmente existem 8 milhões de crianças abandonadas no Brasil. Destas, cerca de 2 milhoes vivem permanentemente nas ruas, envolvidos com prostituição, drogas e furtos.
A educação é um dos pilares de qualquer sociedade moderna e nenhum país consegue crescer e se desenvolver e ter uma sociedade justa e fraterna se ainda possuir em seu núcleo familiar comportamentos tão degradantes. A violência infantil é uma realidade presente na sociedade e muito se debate e se discute sobre o assunto, mas o fato é que a violência está mais enraizada do que se imagina, pouco se resolve diante do que realmente acontece. A violência vem na maioria das vezes daqueles que deveriam dar abrigo, amor e proteção. E a criança que está em formação moldando a sua personalidade vê-se perdida sem o apoio que esperava dos pais, o que compromete de forma considerável a sua formação psicossocial.
Os maus tratos na infância deixam sequelas no desenvolvimento emocional das vitimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for cronico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade ( neuróticos ), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.
Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligencia, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75% dos caso, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. No caso de abuso sexual  a possibilidade de reabilitação é variável, porque com frequência se torna impossível restabelecer a convivência.
A violência contra a criança e o adolescente é maior do que se pensa, pois grande parte do que acontece nos lares não é denunciada, pois fica encoberta pelo restante da família que não tem coragem de denunciar o agressor, seja por medo, vergonha ou conivência  com  a situação. Mas deixo claro, que o importante não é apenas denunciar, mas criar soluções realmente eficazes para mudar essa triste estatística que a cada dia está mais assustadora.
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Sobre paulahelwanger

Miss Mundo Ilha dos Marinheiros 2011 e Modelo Internacional
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